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Evento: Recepção de boas vindas ao novo Cônsul Geral da África do Sul em São Paulo, Sr. Yusuf Omar
Data: 27/10/2008
Local: Centro Brasileiro Britânico/ Restaurante The Bridge

Sr. Yusuf Omar

Discurso do Cônsul Geral:

Gostaria de fazer uso desta oportunidade para brindar ao seu sucesso e à sua contínua jornada.  Isto será o primeiro de muitos tributos a serem retribuídos, isso posso garantir.

Vamos brindar e reconhecer uma grande emissária do nosso país – Embaixadora Zulu.

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Mandela Day - 18/07/2010
   

 

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Dia da Liberdade 2010

Vídeo Diski Dance

 

Welcome Brazil - 22 a 25/03/2010

 

Expo Belta 2010 - 21/03/2010

 

Mundo Lance - Exposição África do Sul - 19/03/2010 a 11/04/2010
   

 

Exposição de cultura, esporte, turismo e literatura sul-africana - 12/09/2009 a 02/10/2009

 

Pré-estreia do filme Invictus - 26/01/2010

 

Dia da Liberdade 2009
 

 

Pronunciamento de sua Excelência o Senhor Presidente Jacob Zuma - 08/10/2009

Local: World Trade Center Business Club - São Paulo

Diretor do Programa,
Representantes de Negócios da África do Sul e do Brasil,
Distintos Convidados,
Senhoras e Senhores,

Obrigado por esta oportunidade de dizer algumas palavras na ocasião deste Fórum de Negócios entre Brasil e África do Sul. Nós trouxemos conosco da África do Sul uma delegação representando 45 empresas interessadas em expandir tanto as relações comerciais quanto as de investimento no Brasil. As áreas de interesse incluem setores como energia, tecnologia da informação, mineração, finanças, infraestrutura e produtos farmacêuticos. Desde o início do regime democrático em 1994, a África do Sul atingiu um nível de estabilidade da macroeconomia inédito no país por 40 anos. Isto pode ser atribuído a uma série de fatores, incluindo as políticas que visam promover a competitividade nacional, o crescimento e o emprego, e aumentar a orientação externa da economia. É também conseqüência de uma gestão econômica capaz, um ambiente estável e do uso responsável de recursos públicos. Depois de muitas décadas de isolamento, a África do Sul foi rapidamente absorvida pela Economia Global. Isso trouxe novas oportunidades para o comércio, investimento, desenvolvimento tecnológico e transferências de competências. Também trouxe uma série de desafios. Depois de anos sendo protegidos da concorrência externa, os produtos e serviços sul africanos agora tinham de se manter sozinhos no mercado global. Mais de uma década depois, nós podemos dizer com confiança que a indústria sul africana respondeu bem a esses desafios, e fez bom uso das oportunidades. Isto criou um espaço para as empresas sul africanas buscarem novas perspectivas para o futuro.

Por décadas, os principais parceiros comerciais da África do Sul têm sido os países do Norte. Como o restante da África e muito do mundo em desenvolvimento, a África do Sul tem sido essencialmente uma exportadora de matéria-prima para a Europa e América do Norte. Isto começou a mudar agora. A África está começando a explorar o potencial de comércio e investimento entre os países do Sul. Mais do que nunca, as nações do mundo desenvolvido e em desenvolvimento estão considerando a melhor forma de trabalhar em conjunto, como parceiros da África. Além dos laços sendo forjados através de encontros como a Cúpula da América do Sul e África que ocorreu recentemente na Venezuela, a África está encontrando novos parceiros entre as potências econômicas emergentes do Sul. Países do continente estabeleceram quadros de cooperação de comércio e investimento com os países da Ásia e América do Sul. Isto não é surpreendente, pois a África tem um tremendo futuro, e oferece tremendas oportunidades para investidores através do globo.

A África do Sul continua vigorosamente promovendo o Comércio e Investimento intra-Africano. É por isto que a África do Sul está entre os maiores investidores da África subsaariana, em setores como Mineração, Energia elétrica, Serviços Financeiros e Telecomunicações. Os montantes investidos pelas companhias sul africanas em outros países africanos totalizaram uma média anual de 1,4 bilhões de dólares americanos desde 1991. Similarmente, o Brasil é a força motriz econômica do continente sul americano. Isto torna a relação entre nossos dois continentes importante não só para o avanço de nossos próprios interesses nacionais, mas também para um desenvolvimento mais amplo das regiões em que nos encontramos. Esta relação só pode estimular ainda mais o compromisso dinâmico entre a América do Sul e a África.

A África do Sul e o Brasil devem empreender mais projetos de colaboração. Nós devemos usar nossas respectivas posições como pontos de entrada nos continentes um do outro. Nós temos uma oportunidade histórica. Devemos aproveitá-la, senhoras e senhores.

Há agora alguns sinais de recuperação na economia global, tornando o comércio e a cooperação Sul-Sul ainda mais atraente. Mas mais do que isso, a crise econômica global acentuou a necessidade de uma reconfiguração fundamental da Economia Global. A crise expôs como insustentáveis as práticas do mundo desenvolvido. Em sua resposta à crise, eles se afastaram dramaticamente das políticas que há muito recomendaram para o mundo em desenvolvimento. Confrontados com o colapso de suas economias, de repente se tornaram introspectivos, usando recursos públicos para socorrer empresas falidas e revivendo tendências protecionistas. É claro que eles já não podem mais pretender ter o monopólio da sabedoria econômica. Os países em desenvolvimento não podem ser culpados por esta crise, e ainda assim estão sofrendo o maior impacto. É de interesse dos mesmos que o comércio internacional aumente. Eles têm a maior necessidade de acesso ao crédito e investimento contínuo. Esta crise levantou fortemente questões de como a Economia Global deve ser estruturada. É necessária uma nova ordem econômica mundial, em que os países do sul façam valer seus interesses coletivos. Países desenvolvidos não devem mais poder ditar os termos da Atividade Econômica Global. O desenvolvimento das relações econômicas Sul-Sul deve estar no centro desse realinhamento de forças econômicas. Agrupamentos como o IBAS, que reúne Índia, Brasil e África do Sul devem servir como âncora para construir essas relações. As economias emergentes mais dinâmicas do Brasil, Rússia, Índia e China estão levando a uma mudança estrutural na economia global em que os países em desenvolvimento estão desfrutando de uma quota crescente do comércio mundial. Estamos convictos de que através do engajamento significativo podemos negociar novos tipos de acordos de desenvolvimento mutuamente beneficentes com os paises-chave do Sul. Em 2008, o comércio bilateral entre a África do Sul e o Brasil atingiu 2,52 bilhões de dólares americanos, o que é um aumento de 10% em relação ao ano anterior. As exportações da África do Sul para o Brasil têm crescido a uma taxa constante nos últimos seis anos. Em 2008 houve um notável crescimento de 48% no valor das exportações sul africanas para o Brasil. Este valor correspondeu a uma redução de 25% no déficit comercial, trazendo-o para menos de um bilhão de dólares americanos. Mas ainda há espaço para o crescimento. Há claramente um grande potencial para os produtos sul africanos encontrarem mercado no Brasil. Neste contexto, o lançamento previsto do Fórum de Negócios Brasil-África do Sul irá reforçar laços comerciais e de investimento entre os dois países.

Senhoras e senhores, este Governo, que começou seu mandato em maio deste ano, identificou cinco principais prioridades para os próximos cinco anos. Elas incluem:

criação de trabalho decente, assegurando que todas as crianças tenham acesso à educação de alto nível, garantindo a todos os sul africanos acesso a cuidados de saúde de qualidade e a preços acessíveis, o desenvolvimento de nossas áreas rurais, garantindo a segurança alimentar e acelerando a reforma agrária; e, combate ao crime e à corrupção.

Ao nos encarregarmos deste trabalho, há muito que a África do Sul pode aprender com as experiências do Brasil. O Brasil tem de muitas maneiras enfrentado e vencido desafios similares. Estamos particularmente interessados em ver as empresas brasileiras e sul africanas explorando as muitas oportunidades que surgem fora do compromisso do Governo sobre estas áreas. Observamos no Brasil o papel que a atividade econômica tem desempenhado na busca dos objetivos de desenvolvimento. O país é pioneiro, por exemplo, no desenvolvimento da indústria farmacêutica caseira. Isto tem um profundo impacto nos esforços do país de melhorar a saúde de seu povo. Nós incitamos as empresas sul africanas a aprender com esses exemplos, e a buscar parcerias com as empresas brasileiras para explorar as muitas oportunidades que agora surgem.

Como uma economia aberta, a África do Sul acolhe novos investimentos e parcerias colaborativas nas áreas principais de comércio e investimento. Há muitas áreas em que a África do Sul está singularmente posicionada para oferecer uma vantagem competitiva real. Nosso Departamento de Indústria e Comércio, que é representado aqui, e nossas agências de investimento provincial, todas anseiam facilitar relações de negócios mutuamente recompensadoras. Isto é parte do nosso esforço de aumentar o crescimento e permitir que nossa economia atinja seu potencial. Por isso, gostaria de estender um caloroso convite para vocês tornarem-se parte de um país que está Vivo com Possibilidade! Nós acreditamos que trabalhando juntos podemos fazer mais para enfrentar os desafios nacionais dos dois países e os nossos desafios globais comuns. Neste contexto, nosso componente empresarial deve desempenhar um papel fundamental.

Eu lhes agradeço.

 

Álbum de Fotos

 

Recepção de boas vindas ao novo Cônsul Geral da África do Sul em São Paulo, Sr. Yusuf Omar - 27/10/2008

Local: Centro Brasileiro Britânico/ Restaurante The Bridge

Discurso do Cônsul Geral:

Gostaria de fazer uso desta oportunidade para brindar ao seu sucesso e à sua contínua jornada.  Isto será o primeiro de muitos tributos a serem retribuídos, isso posso garantir.

Vamos brindar e reconhecer uma grande emissária do nosso país – Embaixadora Zulu.

  • Representantes do Município de São Paulo;
  • Representantes do Governo de São Paulo;
  • Representantes da Diáspora Africana;
  • Cônsul Gerais e representantes dos vários países acreditados neste país;
  • Excelências;
  • Distintos convidados;
  • Caros colegas do Consulado da África do Sul.

Como vocês acabaram de ouvir, o meu cargo anterior foi Chicago, uma cidade magnífica cheia de gente magnífica, mas castigada pelo rigoroso inverno.

Porém, não foi só o propósito de escapar dos invernos rigorosos que me causou tanta ansiedade quando fiquei sabendo que o meu novo compromisso seria São Paulo.
O que agitou a minha adrenalina foi o prospecto de fazer parte, porém pequena, em construir relacionamentos históricos.

O que o Brasil, a África do Sul e os nossos parceiros no chamado sul-juntos nos anos e nas décadas que virão, estou confiante, que isto significa que teremos uma condição melhor de vida para incalculável milhões de pessoas.

Juntos, o nosso objetivo é obter um sistema global de governo que seja mais democrático e que reflete exatamente o mundo como ele é, em comparação de como era um século e meio passado.

Juntos, estaremos trabalhando para alcançar uma nova meta de leis no comércio internacional que dará poder para os enfraquecidos sairem da miséria, para o benefício de todos.

Nossos países compartilham muitos desafios, mas nós também compartilhamos capacidade para inovar e achar soluções.

Por exemplo, diríamos com profunda admiração que o Brasil alcançou e realizou melhoramentos na área de energia alternativa e no combate á HIV.

Os sul-africanos, também são pessoas engenhosas.  Um terço da necessidade petroleira é feita do carvão. Com o seixo reator modular nós iniciamos uma revolução do poder da economia nuclear.  Em Paris, recentemente, foi exibido do que poderia vir a ser mundialmente o primeiro carro elétrico acessível.

Problemas tecnológicos não são sós em que somos bons. Nós também confrontamos problemas políticos e sociais que tem deixado sociedades menos afortunadas em pó.

Muitos dizem que a forma em como nos conseguimos abolir o apartheid foi um milagre ou eles tem atribuído essa grandeza para um indubitável grande homem, Nelson Mandela.

Mas a nossa transição democrata não foi um milagre nem o trabalho de individual.  Nelson Mandela diria que foi um testamento para o conteúdo de caráter da nossa gente.

O espírito fundamental da África do Sul é capturado na palavra “ubuntu”.  É difícil de traduzir mas, é relacionado a uma qualidade de um filosofo romano Sêneca chamada humanitária ou humanidade.

Ele define isso como “a qualidade que deixa de ser arrogante em relação aos seus companheiros, ou sendo maldoso. Em palavras, em ações, e em emoções humanitárias que revelam que ela é  bondosa e boa com todos.  Para ela  os problemas de todos são como se fossem dela, e tudo que a  beneficie ela recebe primeiramente porque beneficiará a alguém.”

Como toda democracia jovem, temos os bons e os maus dias, mas o bem sempre prevalece e às vezes observa os erros dos maus dias que na verdade podem ser muito bons.

A nossa democracia e as nossas instituições, nosso judiciário, nossa robusta imprensa e o nosso sistema financeiro são todos sólidos, enraizados em o que eu acredito seja a mais estável sociedade no mundo.

Um dos nossos colunistas, a semana passada comparou a África do Sul com um lago.  Quando você joga uma pedra há um respingo e formam ondas, mas a calmaria sempre retorna.  A África do Sul, ele escreveu, não é um pedaço de vidro que quebra.

Nós também somos pessoas praticas e pessoas com resultados orientados.  Vocês podem ver que nas nossas políticas econômicas e na nossa diplomacia. Eu espero que com a minha posse aqui em São Paulo servira para demonstrar isso.

Estou ansioso para estender e conseguir chegar o mais longe possível nesta grandiosa região e dar continuidade ao legado e construir parceiros que farão a diferença na vida das pessoas.

Muito obrigado pela calorosa e generosa boa vinda.

 

Álbum de Fotos

 

Última atualização dessa página: 27/07/2010.


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