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Encontro Empresarial

Nova lei de imigração


Information for South Africans travelling to Brazil (English)

General information to South Africans travelling to Brazil
Registration of South Africans Abroad (ROSA)

South Africans travelling abroad are encouraged to register their trips online via Registration of South Africans Abroad (ROSA)

ROSA allows the Department of International Relations and Cooperation to locate you and offer consular assistance in case of emergencies.

ROSA link:

VISA Requirements

South African passport holders are not required to obtain a visa before travelling to Brazil. Visa free entry into Brazil is valid for 90 days. It may be required that tourists satisfy immigration officers by proving that they have the means to support themselves during their stay and that they are in possession of return flight tickets. Please ensure that your passport is valid for at least 6 months with enough blank pages. To carry additional passport photographs is useful should you need an emergency travel certificate.

Yellow Fever Certificate

Visitors from the yellow-fever belt in the Americas and other countries as well as those, who travel through or disembark in these areas, have to be inoculated against the disease. It is recommended that you have the required inoculation at least 10 days before you travel .You will need to prove your inoculation status when you arrive back in South Africa by presenting a certificate.

Travel Insurance

It is strongly recommended that you take out travel insurance before travelling abroad. Travel insurance should cover hospitalisation and related medical costs as well as a possible emergency evacuation.


Portuguese is the official language of Brazil and is spoken by more than 99% of the population. Knowing a couple of words in Portuguese will be beneficial. Learn at least a few key phrases. A modest command of the local language will go a long way. English is also spoken by some Brazilians.


The operation of a foreign mobile phone number in Brazil depends on the technology used and on compatibility with Brazilian operators. Service tariffs vary depending on the operator. Before travelling please check with your South African service provider the conditions for using a mobile phone in Brazil. The following mobile service providers are available in Brazil: TIM (41), Claro (21), Oi (31), Vivo (15) and Nextel.

Phoning out of Brazil to South Africa

To make an international call to South Africa, the mobile number must be preceded by an international access code depending on the mobile operator followed by 27, South Africa's international country code. For example in case of Tim mobile operator, the number is 00 41 (operator code) then 27 followed by the relevant phone number excluding the zero.

Currency and Exchange

The Brazilian currency is the Real (R$). There are bills of R$2, R$5, R$10, R$20, R$50 and R$100. Dollars and travelers checks can be exchanged at the airports, banks, travel agencies and authorized hotels. All major credit cards can be used. Brazilian banks have developed an efficient Information Technology infrastructure, holders of major credit cards can use Brazilian ATMs to access their accounts and withdraw cash (other transactions are limited). Pin-based debit cards are accepted too and please remember to notify your bank in advance that you will be travelling abroad.


The electricity supply in South Africa is 220/230 volts AC 50Hz. Voltage in Brazil varies between 110V and 220V 60Hz, depending on the region. Adapters are obtainable locally. Voltage distribution varies in Brazil. Both Rio de Janeiro and São Paulo use 110V although some hotels might have plugs catering for 220v appliances.

Lost passports

It will not be a bad idea to travel around with certified photocopies of your valuable documents, keeping the originals in a safe place in a hotel. If you lose your passport, report the loss as soon as possible to the local police station. Take a copy of the police report to the Embassy/Consulate to apply for an emergency travel document.

Personal Security

We are exposed to crime everywhere in the world and basic precautionary measures will contribute to ensuring your safety.

  • Do not accept or carry parcels, baggage or any items that you have not packed personally.
  • Do not offer to collect parcels on behalf of other persons.
  • Never leave your luggage and other possessions unattended.
  • Possessing or smuggling drugs is a criminal offence in almost all countries.
  • In case of prescribed medication, carry a copy of the doctor's prescription.
  • Obtain information from the hotel in which you are staying on security related precautions in the area.
  • Remember to store valuables in the safety deposit box and keep your room locked at all times.

Preparation and knowledge are key to a successful trip abroad. When travelling abroad the laws of the foreign country apply to everybody. South Africans are not exempt from local foreign legislation and will not receive special treatment.

South Africans are encouraged to learn about the financial, customs, political, cultural and economic environment of Brazil to have a most enjoyable stay.

The above information serves as a guide only.

Our contact information:

South African Embassy:
Consular Hours: 09h00-12h00 (Monday to Friday)

Address: SES - Avenida das Nações, Lote 6, Quadra 801,
               Zip code: 70406-900 - Brasília/DF.
Phone: +55(61) 3312-9500 - Fax: +55(61) 3322-8491
Mobile: +55(61) 8612-2319

South African Consulate-General:
Consular Hours: 09h00-12h00 (Monday to Friday)

Address: Av. Paulista, 1754 - 12th floor
               Zip code: 01310-920 - São Paulo - SP.
Phone: +55(11) 3265-0449 - Fax: +55(11) 3285-1185
Mobile: +55(11) 98691-1638

MRE da África do Sul
Ministérios da África do Sul
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Anuário da África do Sul

African Union


IBAS - Índia-Brasil-África do Sul

Passaporte e Vistos
Registration of South Africans Abroad (ROSA)
South African Police Clearance Certificates
Portal Oficial da África do Sul
South African Tourism
Indústria e Comércio
Min. da Indústria e Comércio
Links de Comércio



Algumas datas importantes
África do Sul: Uma perspectiva Histórica
Colonização da Região do Cabo
A chegada dos Britânicos
 As Guerras do Século 19: Luta pelo Poder
A Batalha de Blood River
A Descoberta do Ouro e do Diamante
Ouro nas Colinas
O Século 20
Um Novo Mundo
A Resistência Aumenta
Terceira Eleição Democrática Em 2004
Mandela: Livro "Longo Caminho
Mandela: Perfil


Algumas datas importantes na história da África do Sul

Fim da Idade da Pedra Evidências arqueológicas em instrumentos fabricados durante a Idade da Pedra em toda a África Austral.
Idade do Ferro Os fazendeiros da língua Bantu se espalham pela África do Sul, vindos do Norte
anos 300 - 1000 Fabricação de implementos com a utilização do minério de ferro
1200 O estabelecimento da Idade do Ferro se deu em Mapungubwe em Northern Transvaal.
ano 1500 - 1870 Estado de emergência nas localidades sul-africanas de Batswana, Basotho, Swazi, Shangane, Zulu, Xhosa, Pedi e Ndebele.
1652 Colonização holandesa chega à Cidade do Cabo. A população indígena logo perde seu acesso à terra e água.
1658 Os primeiros escravos são trazidos do Leste até o Cabo Movimento nacional de bandeirantes
1795 Primeira ocupação inglesa do Cabo
1803 O domínio do Cabo retorna aos holandeses
1806 Segunda ocupação inglesa do Cabo
década de 1820 Expansão do Reino Zulu ("Mfecane")
1834 Libertação dos escravos
1836 Os Boer Trek vão da Colônia do Cabo para o interior
1867 Início da Revolução Mineral.Diamantes são descobertos em Kimberley.
1886 Grandes quantidades de ouro descobertas nas profundezas do solo de Witwatersrand. Milhares de trabalhadores mal remunerados foram necessários para que a extração do ouro fosse a mais lucrativa possível.
1889-1902 Guerra Sul-Africana. Os Boers são derrotados pelos ingleses.
1910 As quatro colônias inglesas do Cabo, Natal, Transvaal e Orange Free State unem-se para formar a União da África do Sul.
1912 O ANC (Congresso Nacional Africano) é formado em Bloemfontein
1913 Ato da Terra Nativa
1914 O Partido Nacional é formado
1943 A Liga da Juventude do ANC é formada
1946 Os mineiros africanos fazem greve
1948 O Partido Nacional sobe ao poder
1952 Campanha de oposição contra as leis que exigem apresentação dos documentos de identidades das pessoas em trânsito pelo país
1955 O povo de Sophiatown é forçado a se mudar. Sob
o regime do apartheid mais de três milhões de pessoas
são forçadas a deixar seus lares.
1959 O PAC (Congresso Pan-Africano) é formado
1960 Massacre de Sharpeville
1961 A África do Sul é declarada república. O ANC e o PAC são proibidos de atuar Umkhonto we Sizwe é formado por Nelson Mandela.
1963 Mandela é condenado à prisão perpétua
1973 Trabalhadores africanos fazem greve contra baixos salários
1975 Fundação do Inkatha
1976 Estudantes de Soweto e de outras cidades se revoltam contra a educação Bantu.
1983 Fundação da Frente Democrática Unida (UDF) para aumentar a resistência ao Apartheid
1984-86 Resistência ao apartheid em todo o país. Declarado Estado de Emergência
1985 O movimento comercial Cosatu é formado. As sanções são intensificadas
1990 Presidente F.W. de Klerk reaciona o ANC, o PAC e o SACP.
Iniciam-se negociações para uma constituição democrática
1994 Primeira eleição democrática não-racial para um Governo de Unidade Nacional. Nelson Mandela torna-se presidente com Thabo Mbeki e F.W. de Klerk como seus ministros.
1995 Primeira eleição democrática municipal.
1996 Decretada nova constituição o que permite novas eleições em 1999
1999 Segunda eleição democrática presidencial, elegendo o vice-presidente Thabo Mbeki, sendo assim, a segunda vitória consecutiva do partido ANC.
2000 Novembro: segunda eleição democrática municipal.
2004 Abril: terceira eleição democrática para presidente, reelengendo o Presidente Thabo Mbeki.

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Quando as eleições de 1994 foram realizadas, nascia, naquele momento, uma nova África do Sul. Nelson Mandela, líder negro sul-africano que ficou preso por 27 anos ficou devido ao ideal de acabar com o apartheid, venceu a eleição. Três séculos de soberania dos brancos sobre a maoria negra da população finalmente chegavam ao fim.
Esse novo começo para o país chamado de “Rainbow Nation” - ou, como diz o Arcebispo Desmond Tutu, primeiro arcebispo negro sul-africano, “Rainbow Children of God” - significava, pela primeira vez, que todas as pessoas da África do Sul, independentemente da cor, credo ou sexo, eram iguais. Em 1997, uma constituição inédita garantiu ao povo esses direitos.
Os 300 anos de história sul-africana que precederam essa dramática reviravolta em direção à liberdade e à democracia explicam como tudo deu tão errado em um período de tempo tão longo. Colonizadores europeus brancos de três países lutaram entre si pelo direito de controlar um território vasto que, na opinião de cada um, pertencia a eles. Na mesma época, tribos negras fizeram o mesmo. E os colonizadores ainda travaram batalhas com as tribos que atravessam seu caminho. Foi nessa época que minas de ouro e diamante foram descobertas. Os negros foram trabalhar nas minas, enquanto os brancos ficavam mais ricos.
Para que a história não pareça confusa, é necessário que se fale sobre o papel social e político da África do Sul na História Antiga do mundo.

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O que se sabe sobre o habitante mais antigo do território que mais tarde seria chamado de África do Sul vem de teorias de antropólogos, que o chamam de hominídeo, precursor de espécies mais evoluídas como o homo habilus, homo erectus e homo sapiens. Em 1947, fósseis de hominídeos de três milhões de anos de idade foram descobertos nas cavernas Sterkenfontein Caves, perto de Krugersdorf, a oeste de Joanesburgo.
O homem moderno apareceu no cenário há três mil anos. O povo africano Khoisan, que vivia na região norte de Botsuana, abriu mão da caça para criar gado, atividade que os outros africanos já estavam aprendendo. Eles chamavam a si mesmos de Khoikhoi, o significa homens dos homens, e se referiam aos que permaneceram caçadores como San. Não havia fronteiras naquela época e os dois grupos, Khoikhoi e San, povoaram as terras.

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Colonização da Região do Cabo

Em 1652, quando a Companhia das Índias holandesa se instalou permanentemente na Cidade do Cabo, a colonização não estava em primeiro plano. O navegador português Bartolomeu Dias tinha dado a volta na região do Cabo e chegado a Mossel Bay em 1488, enquanto outro explorador português, Vasco da Gama, tinha descoberto a rota para a Índia, passando pelo Cabo, em 1497. Como a Cidade do Cabo era um porto conveniente para quem vinha e ia para o ocidente, os holandeses enviaram o comandante Jan van Riebeeck para o local, onde ele se desentendeu com os Khoikhois (chamados de Hottentots pelos holandeses). Ele declarou guerra ao povo Khoikhoi e aprisionou seus líderes em Robben Island, dando início ao período histórico de colonização. Mais tarde, van Riebeeck estabeleceu que os brancos eram os colonizadores, criando uma colônia de escravos, cuja maioria era de indonésios.
Os primeiros colonizadores brancos levavam suas vidas em pequenas fazendas na Cidade do Cabo, onde se alimentavam de carne e bebiam vinho. As colônias se espalharam pelas montanhas e chegaram rapidamente aos pastos secos do interior. Com isso, aconteceu uma mudança relacionada à percepção que cada grupo tinha de si mesmo: os colonizadores decidiram se diferenciar de seus irmãos da Holanda e se autodenominaram Boers (palavra que significa fazendeiros) ou Afrikaaners (africanos). As mortes começaram a acontecer quandos os “novos” colonizadores decidiram tomar o que bem entendessem, matando os adultos dos grupos Khoikhoi e fazendo de seus filhos serventes domésticos.
Em 1688, os Hughenots, um grupo de 220 protestantes franceses que tentavam escapar da perseguição religiosa, chegaram ao território e introduziram os conhecimentos para o cultivo da uva.

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A chegada dos Britânicos

Quando os holandeses fecharam a Companhia das Índias em 1795, as forças inglesas tomaram o controle da região do Cabo. Os britânicos devolveram o poder aos holandeses no breve período de 1803 a 1806, mas depois resolveram tomá-lo novamente. Uma das primeiras iniciativas do governo foi atacar o povo Xhosa, que estava enraizado dentro das áreas dos colonizadores brancos.
Quando o coronel britânico John Graham seguiu as instruções de incitar “um grau apropriado de terror” no povoado Xhosa e expulsá-lo de lá, ele foi homenageado em 1812 com uma nova cidade, chamada de Grahamstown.

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As Guerras do Século 19: Luta pelo Poder

Em 1819, para colocar seu selo na região, os britânicos enviaram 4 mil colonizadores, concedendo a eles terras conhecidas como Zuurveld, às margens do rio Great Fish. A vida era cruel e sem perspectivas. Para piorar a situação, eles tiveram que pagar impostos por seus privilégios, o que causou ressentimento em relação ao regime britânico na Cidade do Cabo - o que já havia acontecido com os Boers.
Os britânicos estavam mais interessados em desafiar o estilo de vida dos Boers. Uma série de ordens foi dada para destruí-los. O Decreto 50 de 1828 aboliu o trabalho forçado e a diferença de cor em relação às leis, abrindo o caminho para a abolição da escravidão em 1834.
Os Boers, como resposta, resolveram partir para as terras além do rio Orange, que ainda estavam fora do controle britânico. Esse êxodo em massa ficou conhecido como o Great Trek.
Enquanto isso, outro tipo de revolução estava acontecendo ao norte do rio Thukela, na área que hoje representa a província de KwaZulu-Natal: a tomada do poder pelo exército do reino de Zulu. O reinado de Shaka Zulu (de 1818 a 1828) foi marcado pelas manias do déspota que até hoje intriga os historiadores. Em 1828, Shaka foi assassinado por seu irmão Dingaan, que na época negociava terras com Piet Retief, líder dos imigrantes Boers, também chamados de Voortrekkers. Dingaan ordenou o assassinato de Retief.

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A Batalha de Blood River

Os Boers uniram suas forças sob o comando de Andrius Pretorius, que mais tarde originou o nome da capital da África do Sul. Os Zulus foram vencidos na Batalha de Blood River, uma questão que até hoje toca o orgulho nacionalista dos Afrikaaners. Na década de 1930, os historiadores Afrikaaners reinterpretaram a batalha como um sinal divino de que os descendentes dos Voortrekkers eram pessoas enviadas por Deus que deveriam dominar a África do Sul.
Nessa mesma época, outra guerra foi travada entre os britânicos e os Xhosas, dessa vez na divisa leste do país. O conflito foi tão longo que ficou conhecido como a Guerra dos Cem Anos. Quatro guerras em fronteiras estouraram entre 1819 e 1853, tirando milhares de vidas e deixando a tribo Xhosa arrasada por muitas gerações.
Na colônia britânica de Natal, a segregação racial foi imposta e “reservas nativas” foram estabelecidas, na mesma época em que plantações enormes de cana-de-açúcar foram feitas. A solução para mão-de-obra foi transformar os indianos em escravos, adicionando mais um grupo étnico à turbulenta mistura que já existia na região.
Em 1867, a África do Sul ainda não era considerada uma nação. Quatro colônias regidas por brancos e vários reinos de negros co-existiam. O poder britânico era dominante, mas muitas colônias grandes conseguiram achar suas fontes de poder.

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A Descoberta do Ouro e do Diamante

Dizem que em 1866, o jovem Erasmus Jacobs estava brincando na fazenda de seu pai, perto de Hopetown, quando achou uma linda pedra. Um vizinho quis comprá-la, mas a família não achou que a pedra tivesse valor e acabou dando-a, em vez de vendê-la. A linda pedra de Erasmus era o diamante “Eureka”, de 21,25 quilates, que causou a corrida do diamante em Kimberley. Três anos depois, o mesmo vizinho teve sorte novamente, mas dessa vez ele achou uma pedra maior, com 83,5 quilates, que mais tarde foi chamada de “Estrela da África do Sul”.
Os diamantes foram encontrados em fazendas da região. O processo de escavação deu origem ao Kimberly Big Hole. Mais de 50 mil pessoas vieram do mundo todo em busca da preciosidade. As condições de vida eram horríveis, mas toda vez que a área parecia estéril, alguém encontrava outra mina vulcânica cheia de diamantes.
A propriedade dos diamantes foi motivo de brigas litigiosas. Conhecidas como Grigualand West, as minas foram reivindicadas pelo povo Khoina, que há 70 anos habitava o local. Como as minas estavam nas fronteiras, os governos do estado de Orange Free, da República Sul-Africana e de Cape Colony também queriam uma parte da riqueza. Quando os britânicos chegaram em 1880 e simplesmente anexaram a área, todos discordaram.
Kimberley, considerada o centro da indústria de diamantes, foi dominada por nomes como Cecil Rhodes, Charles Rudd e Barney Barnato, que juntos trabalharam para criar um poderoso cartel, que mais tarde foi consolidado e deu origem à De Beers Consolidated Mines. Hoje, sob o comando do grupo Oppenheimers, a De Beers domina o mercado mundial de diamantes.

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Ouro nas Colinas

A corrida do ouro começou em 1886, quando George Harrison descobriu a camada Main Reef, em Witatersrand. As fazendas das redondezas foram declaradas propriedade pública e uma nova cidade, Johanesburgo, foi criada na região.
Nessa época, o norte tinha assumido o controle da África do Sul, e várias guerras marcaram a luta pelo poder. Em 1979, os Zulus derrubaram as forças britânicas em Isandiwana. Os britânicos, para reagir, derrotaram os Zulus em Ulundi, que hoje é chamada de KwaZulu-Natal.
Quando o Transvaal teve sua república proclamada, estourou a guerra Anglo-Boer, de 1880 a 1881. A segunda guerra Anglo-Boer, que resultou na derrota dos Boers, aconteceu entre 1899 e 1902.

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O Século 20

O território sul-africano foi completamente dominado e os Boers e os britânicos conseguiram se conciliar. Em 1910, A União da África do Sul foi proclamada. Durante o século 20, os Afrikaaners voltaram a dominar o país por um curto período, mas a história registra uma impressionante dificuldade político-social vivenciada pelos negros.
Os brancos começaram a se preocupar quando se depararam com a mudança demográfica dos negros: de pequena minoria nos centros urbanos na época da União, os negros passaram a ser maioria em todas as cidades principais por 40 anos. Os negros foram completamente privados dos seus direitos quando foram expulsos dos sindicatos políticos e comerciais. As leis chamadas de Pass Laws controlavam seu movimento, garantindo que os negros não saíssem das fazendas dos brancos. Graças ao conjunto de leis Land Acts, de 1913 e 1936, a maioria dos negros, que continuou vivendo em tribos, também foi proibida de comprar terras fora das reservas.
As eleições de 1943 e 1948 colocaram o Partido Nacional, composto de brancos, no poder. O partido controlou o país até as eleições de 1994.

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Um Novo Mundo

Com as eleições de 1948, Hendrick Verwoerd e D.F. Malan criaram um mundo novo: o apartheid, ou “separação”. Esta posição política nacional trouxe muitas leis novas. Os negros foram forçados a se sentar em bancos públicos separados, usar entradas de prédios diferentes e ter seus próprios banheiros públicos. No ano seguinte, o decreto Mixed Marriages Act proibiu casamentos entre negros e brancos.
O decreto mais cruel de todos foi o Popular Registration Act, de 1950, que exigia registros de acordo com as classificações raciais. Os negros eram obrigados a carregar um passe permanentemente, impedindo-os de entrar nas cidades. Mais adiante, um grande número de negros foi enviado a áreas chamadas de townships - áreas de segregação racial e grande pobreza, que quanto mais longe dos olhos dos brancos, melhor.
Por 30 anos, o Partido Nacional batalhou para manter o sistema de apartheid, que pregava a censura aos meios de comunicação e a falta de liberdade de expressão. O índice de violência estava aumentando, bem como o número de protestos no país. A África do Sul se transformou em assunto de discussão internacional.

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A Resistência Aumenta

A resistência contra o apartheid culminou nos anos 70, quando Steve Biko, um líder popular do Movimento da Consciência Negra, fez um discurso para estudantes negros e brancos, com a intenção de aumentar o orgulho negro e divulgar o movimento. Biko foi espancado até a morte em uma cela de prisão, mas deixou um legado muito maior do que esperava.
Outro momento horrível da história sul-africana aconteceu em 1976, quando crianças de um colégio em Soweto foram às ruas para protestar contra a imposição de que Afrikaans fosse seu idioma oficial. Centenas de crianças foram mortas por policiais que atiraram, e mais de 600 negros morreram por protestarem contra a chacina.
Nelson Mandela, que na época já estava há nove anos na prisão, tornou-se um herói do movimento, e o Arcebispo Desmond Tutu trabalhou incessantemente por uma solução pacífica. Nos anos 80, violência nas townships já havia se tornado comum. Em 1986, sanções internacionais foram impostas, causando grandes dificuldades econômicas ao país.
A estrada para a liberdade foi finalmente aberta em 1990, quando o presidente F.W. de Klerk fez um discurso significativo diante do parlamento, onde repudiou o apartheid e revogou leis que protegiam a discriminação racial.
O sinal mais simbólico de mudança permanente veio com a libertação de Nelson Mandela, em 1990. Mandela trabalhou com o presidente para mudar a cara do governo sul-africano. Em 1994, o Arcebispo Desmond Tutu liderou o processo de “Verdade e Reconciliação”, ajudando a fechar antigas feridas. No mesmo ano, foram realizadas as eleições diretas, um movimento emocionante que gerou quilômetros de filas de pessoas que queriam fazer a diferença. Nelson Mandela foi eleito, e após sua aposentadoria em 1999, seu vice-presidente, Thabo Mbeki, foi eleito para seguir os seus passos.

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Terceira Eleição Democrática Em 2004

Em 14 de abril de 2004, o Congresso Nacional Africano (ANC) venceu a eleição com 69,68% dos votos. A data escolhida para a Terceira Eleição Democrática da África do Sul para eleger o presidente foi 27 de abril de 2004, para coincidir com a comemoração dos 10 Anos de Liberdade. Em seu discurso, o Presidente Mbeki prometeu solenemente lutar contra a miséria como a parte central do esforço nacional para construir uma nova África do Sul. Nestes dez anos, muitos progressos já foram feitos para melhorar as condições de vida de muita gente e este compromisso ainda continua.

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